Era uma vez um gato chamado Simão. O Simão não era um gato comum. Enquanto os outros gatos da aldeia passavam o dia a tentar apanhar ratos ou a saltar muros, o Simão preferia o conforto do seu cadeirão de veludo e o silêncio da sala de estar.
Mas, naquela manhã, não havia silêncio. A Dona Rosa deixou a porta do galinheiro encostada e as galinhas da quinta decidiram explorar o espaço e a casa onde estava o gato Simão parecia muito mais interessante.
Assustado, o gato Simão acordou e não queria acreditar no que estava a ver: galinhas, galinhas por todo o lado. Havia galinhas em cima da mesa, galinhas a bicar o tapete e até uma galinha a olhar fixamente para a televisão!
O gato Simão esfregou os olhos e fez cara de zangado. Ele queria parecer assustador, mas as galinhas não estavam nem um pouco impressionadas.
— Podes fazer essa cara de zangado o quanto quiseres! Cacarejaram as galinhas.
— Nós só queremos as bolachas de aveia da Dona Rosa!
O Simão suspirou. Eram tantas galinhas, uma multidão de penas brancas à sua volta e percebeu que não ia ganhar aquela batalha.
Então, teve uma ideia brilhante. Ligou o velho rádio da sala e começou a tocar uma melodia alegre.
As galinhas, surpreendidas, começaram a balançar os pescoços ao ritmo da música. O Simão começou a caminhar em direção à porta do jardim, fazendo sinal com a cauda para que o seguissem.
E assim foi!
Uma fila indiana de galinhas saiu da sala a dançar atrás do gato. O Simão levou-as de volta ao galinheiro e, finalmente, voltou para o seu cadeirão para descansar toda a tarde.
Lápis Mágico
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